sexta-feira, 19 de março de 2021
19 de março: Dia de Mórrígan
domingo, 20 de dezembro de 2020
Dia 09: Ancestrais
Após um longo tempo... retomemos.
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Ávillys mac Mórrigan.
A ligação com as raízes ancestrais nos dão força para crescer e amadurecer. Ancestral ou antepassado é uma relação muito mais abrangente que vai além dos nossos queridos avôs que, talvez, já tenham feito a passagem para o Outro Mundo; é a nossa linhagem espiritual e os Deuses, os Ancestrais primordiais.Ancestrais eu vos saúdo,Da raiz à frondosa copa das árvores,Sua essência habitará eternamente dentro de nós.Podemos dizer que os ancestrais vão desde os antepassados mais próximos, ou seja, as linhagens diretas das nossas quatro famílias consanguíneas: avôs maternos e avôs paternos, e assim por diante - que no Druidismo chamamos de Ancestrais de Sangue, até a herança nativa, daqueles que habitaram a terra antes de nós - chamados de Ancestrais da Terra. E, por fim, a afinidade celta que representa a tradição dos costumes e das lendas de um povo que nos liga o passado ao presente - os Ancestrais da Tradição.Ancestrais eu vos saúdo,Dos passos firmes e fortes sob a terra,Daqueles que caminharam neste solo antes de nós.Na visão que o universo se expande em espiral com suas múltiplas escolhas, por meio da migração das almas, podemos ser até nossos próprios ancestrais. Relembrando e vivenciando uma cultura tão antiga e ao mesmo tempo tão atual, através de alguns dos seus princípios como a honra, a verdade e a lealdade.Ancestrais eu vos saúdo,Da essência vivida na alma e no coração,Tribos celtas que circulam em espiral entre nós.Portanto, ao nos lembrarmos dos antepassados, durante nossos ritos, estaremos conservando todo um patrimônio cultural, herdado de uma conexão ancestral, proporcionando assim, uma relação de reciprocidade de sentimentos de amor e amizade em todos os seus descendentes.Ancestrais eu vos agradeço,Pelo manto invisível que nos protege,Da jornada às águas profundas e que renascem em nós."Os mortos não estão longe, pelo contrário, estão muito, mas muito mais perto do que se imagina. É um encontro com as profundezas do "self" mais oculto da natureza. É uma viagem em direção a novos horizontes. Num certo sentido, estamos sempre à espera do grande momento da colheita ou do retorno às raízes, que sempre nos assombra com uma profunda sensação de ausência. A estreita faixa de claridade que chamamos de "vida" se estende a escuridão do desconhecido rumo à morada dos ancestrais. Gosto de pensar na morte como um renascimento. A alma é livre, em um mundo onde não há separação, sombra ou lágrimas, somente reencontros." (John O'Donohue apud Roweena A. Seneween)
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
Live do Ritual do Féilte na Breithe (Festival do Nascimento)
- 1 vela (verde, ou, se não for possível, branca);
- 1 cálice ou copo com uma bebida de sua preferência;
- 1 papel nunca usado e uma caneta;
- Um recipiente para fazer a queima do papel;
- prepare uma refeição gostosa para você e os seus para o final do rito.
terça-feira, 8 de dezembro de 2020
Abertura para membros novos - 2021
- Inscrições abertas até 30/01/2021
- Início das atividades: fevereiro de 2021
- Formulário de inscrição: acesse aqui.
A Turma Semente é um curso básico de 3 meses de duração introduzindo você na espiritualidade céltica sob a ótica clânica. Esse curso é fundamental para o pertencimento em outras modalidades do clã. Modalidade gratuita.Já os Deabhóideacha (membros devocionais) são amigos e membros que optaram por seguir o caminho devocional e não sacerdotal junto ao LaG. Esses membros recebem mensalmente materais práticos e de estudos por e-mail e têm acesso ao grupo no Whatsapp para debates e entrosamento. Nessa modalidade é cobrado uma mensalidade de R$10,00 (dez reais), repassada diretamente a Tesouraria do LaG.
domingo, 13 de setembro de 2020
Live do Ritual do Lá an Altaithe (Dia de Ação de Graças)
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| Crédito da imagem de fundo |
O Leanaí an Ghealach Clann, nesse momento de pandemia e isolamento social, optou por também transmitir ao vivo (in live) um ritual do Lá an Althaithe, nosso Festival de agradecimento e reflexão adaptado e executado pelo nosso druida, Ávillys mac Mórrigan, de sua casa em Juiz de Fora / MG.
A live foi transmitida no domingo, dia 20/09/2020 às 17h (horário de Brasília), na página oficial do clã no Facebook, onde está salva! Para acessar a live clique aqui.
Venha participar desse momento conosco. Se quiser, já separe os itens para uma prática mais efetiva. Mas se não puder, não tem problema, a sintonia vale muito mais!
- 1 vela (roxa, ou, se não for possível, branca);
- 1 cálice ou copo com uma bebida de sua preferência;
- 1 papel nunca usado e uma caneta;
- Um recipiente para fazer a queima do papel;
- prepare uma refeição gostosa para você e os seus para o final do rito.
Lá an Altaithe (Dia de Ação de Graças) é um festival adaptado pelo LaG para o equinócio que acontece em setembro (Primavera no Hemisfério Sul e Outono no Hemisfério Norte). Como em nossa região, Juiz de Fora / MG, essa é a época de finalização das grandes colheitas, com a chegada das chuvas primaveris, entendemos que o momento é de agradecer pelo ano que tivemos, pela prosperidade alcançada e refletir nos erros cometidos e nos planos que levaremos para o próximo ciclo. Também é momento de refletir nosso papel junto ao meio ambiente, nossa honra, nossa ancestralidade e honrarmos a terra. Por essa razão, celebramos a deusa galesa Cerridwen nesse festival, pois ela guia nossas transformações e nos conduz nos processos de (re)nascimento a partir do nosso interior e amadurecimento. Nada mais digno dedicar esse festival a ela que passou um ano preparando a poção da sabedoria. Celebramos a primavera que desabrocha em flores que traz uma pausa em nosso ciclo agrário local, trazendo as chuvas e as renovações do solo... Momento de festejar e agradecer as bênçãos alcançadas aceitando e honrando as responsabilidades por nossos atos e escolhas no ano que decorre.
Como de tradição, o Leanaí an Ghealach Clann - LaG costuma usar esse festival para também fazer um gesto de caridade incentivando a doação para alguma causa e instituição. Geralmente recolhemos alimentos, mas esse ano, com a pandemia, queremos recolher sorriso! Ainda que o alimento seja mais vital do que nunca, mas muitos de nós foram privados de seus lazeres habituais, muitos enfrentaram e enfrentam suas depressões e monstros interno isolados (ainda que conectados) e nossa saúde mental também nos chama atenção.
Desse modo, escolhemos a causa de uma amiga do clã que busca apoio coletivo para tratar seus dentes e poder voltar a sorrir sem vergonha, livre e leve! O simbolismo desse ato e a delicadeza dele nos chamou a atenção. Então, convidamos você a ajudar nessa causa, da forma com que puder, clique no link a seguir e contribua! Ajudar o próximo é uma forma de doar e na doação muito se fala em gratidão!
Apoie essa causa conosco: Um Novo Sorriso (apoie clicando aqui)!
Nesse rito doméstico, nosso druida fará uma adaptação de nosso Festival cuidadosamente pensada para esse momento delicado da pandemia. Pois, mesmo na pandemia, com todo esse caos, temos vida para celebrar, temos a natureza maravilhosa para honrar e reflexões profundas para aprender.
terça-feira, 18 de agosto de 2020
Dia 08: Deuses e Crenças
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Ávillys mac Mórrigan
Certamente podemos nos dizer naturalistas de crenças. Acreditamos em um mundo integrado e conecado, em completa simbiose. Além disso, somos animistas (ainda que não tão vividamente como os celtas do passado): tudo é vivo, tudo pulsa, vibra. Somos, em maioria politeístas. Acreditamos em um Outro Mundo que é parte dessa mesma realidade, apenas não nos é alcançável fisicamente. Acreditamos em magia e em um mundo encantado, também habitado pelos feéricos. Acreditamos em vida além da morte e que nossa jornada no além-vida é literalmente uma jornada partilhada nas mesas e salões dos deuses ou nas várias ilhas encantadas do Outro Mundo, onde poderemos viver, festejar, comer, dançar e tudo mais. O plano espiritual não é muito diferente desse, só nos é uma realidade ainda inalcançada (até a morte). Muitos de nós acredita na reencarnação ou na transmigração da alma, mas não temos uma ênfase evolutiva, pois não acreditamos na separação binária ou dual de bom e mal, desevoluído e evoluído, tudo está junto, conectado, face da mesma realidade. Nossa função espiritual é alinhar nossos Caldeirões da Poesia e enche-los.
Já os deuses... Os celtas (e a maioria de nós é) eram politeístas. Cada tribo, reino, nação tinha seu próprio panteão e não havia uma visão de um Deus ou Deusa únicos que fundissem ou unissem todos os demais Deuses como arquétipos de sua unicidade. Igualmente, não era comum que uma tribo cultuasse aos Deuses de outra tribo. Respeitava-se o panteão local conforme a tradição e os ensinamentos (passados de boa a orelha). Haviam apenas cinco Deuses celtas que historicamente estão presente em todas as tribos e nações, chamados de Deuses pan-céticos: Danann, Dagda, Morrigan, Lugh e Brigit.
segunda-feira, 17 de agosto de 2020
Dia 07: Prática Diária
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| Altar Geral - Ávillys mac Mórrigan (2017) |
Ávillys mac Mórrigan
Esse tema é algo que precisamos realmente nos ater... Druidismo, ou qualquer outra espiritualidade, sem prática são apenas palavras vazias, e damos muito valor às palavras! Praticar é preciso, e não é preciso muito para praticar.
Recupero aqui a frase inicial do livro A Semente da Bétula, de Marcelo Paschoalin: "Três coisas essenciais a um druida: ESTUDO para colocar ideias na mente, PRÁTICA para transformar essas ideias em ação, e DEVOÇÃO para que essas ações cheguem aos deuses.". E aqui temos três práticas necessárias no Druidismo: estudo, prática espiritual / social, prática devocional. E sim, estudar é uma forma de praticar.
Uma das referências do termos "Druid", seria a raiz "drui" (carvalho - draoí, em irlandês), e assim o druida seria o "homem carvalho" ou o "homem com a sabedoria do carvalho". O carvalho é uma árvore forte, resiliente e sábia, muitas vezes reverenciada como "o rei da floresta", isso porque, para além de sua altivez, ele é longevo e lento. Tem um ciclo de crescimento lento, mostrando que a paciência é o caminho da sabedoria, ou seja, muito (muito) estudo mesmo. Mas chega uma hora que saber não basta! Precisamos praticar o que sabemos, o que aprendemos, o que acreditamos. E essa prática não é apenas ritualística - na verdade é muito pouco ritualística. Essa prática é social, pessoal, íntima, coletiva. Se não praticarmos o Druidismo no nosso dia a dia também como uma filosofia de vida, como podemos nos dizer druidistas e pessoas que honram os deuses? Como honrar algo que não praticamos? Como pregar algo que não está em nossas ações?
Prática diária significa viver diariamente o druidismo, em seus preceitos, gestos, crenças, em um constante aprendizado. Sim, um druidismo nunca para de estudar, de aprender e de reformular (as vezes drasticamente) a si e suas práticas. E esse maior estudo vem da natureza, do mundo, da nossa conexão com o sagrado natural que nos antecede e nos sucederá. Só quando nossas ideias são verdadeiramente praticadas em nosso dia a dia, podemos pensar em uma prática devocional.
E não é preciso muito: agir honrosamente, de acordo com as 9 virtudes (Verdade, Honra, Justiça, Lealdade, Coragem, Generosidade, Hospitalidade, Força e Perseverança), agir respeitando o sagrado onde e como quer que ele se manifeste são práticas diárias muito fortes. Mas com o tempo, nossa prática também passa a ser reverenciar a vida, saudar as oportunides, compreender os desafios, meditar nas dificuldades. E junto com tudo isso, agradecer! E em gratidão ofertamos nossas orações, cantos, alimentos... Em desejo real nos voltamos a nós mesmos ou a nossos altares para celebrar, agradecer, encantar.
Enquanto sacerdotes, devemos entender que sacerdócio não é poder, é serviço. E que atuar para uma comunidade (seja ela bem definida ou não) é estar sempre vinculado, conectado. Não se distingue o sacerdote da pessoa, com o tempo, eles se tornam um só. Contudo, nem todos praticam visando o sacerdócio, há muitos que desejam apenas vivenciar, se devotar ao sagrado. E está tudo bem, não são mais ou menos, apenas vivenciam o chamado de forma diferentes. Esses também não se separam de seu eu religioso (somos um só em todas as nossas facetas), mas vivenciará a fé de forma mais íntima.
Minha prática diária é muito pouco ritualística... Tem mais a ver em viver as verdades druídicas em meu coração (e nisso dizem que sou muito devoto, quando me conhecem mais profundamente, se espantam com o quão religioso sou). Eventualmente, minhas práticas são devotadas ao altar ou em rituais, fazendo oferendas, agradecendo, saudando, encantando. Mas a principal delas é manter minha conexão sempre aberta e estável com o sagrado que reverencio, entendendo seus preceitos e sinais... Ainda que de forma singela, viver uma religiosidade é praticá-la diariamente.
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Acompanhe os meus 30 Dias Druídicos e conheça o projeto / desafio pela página central, clicando aqui.domingo, 16 de agosto de 2020
Dia 06: Espaços Sagrados
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| Círculo de ávores |
Ávillys mac Mórrigan
Em primeira resposta eu diria que nossos templos é a própria natureza! Se como disse, no dia 04, a natureza é sagrada faz mais do que sentido que nossos espaços sagrados sejam os campos, os bosques, as florestas, as pradarias, as cachoeiras, os rios, os mares, as praias, os pântanos, os montes e até os desertos. Mas se pensarmos que a Terra é sagrada, então também temos que concordar que onde quer que estejamos é um local sagrado.
Por mais urbanos que sejamos e por mais distantes da natureza que nossas cidades possam parecer, elas fazem parte desse planeta e, portanto, parte da natureza. Então, a meu ver, não existe espaço que não seja ou possa ser sagrado, existe locais em que o homem distorceu em ganância e profanação, criando uma vida ilusoriamente apartada da natureza. Mas para pessoas perceptivas, a natureza está sempre ao redor: no ar que respiramos, na água que tomamos, no céu que está sobre nós, no solo que pisamos, nos pássaros e animais que adentram nossos muros. E toda corrupção pode ser limpa se assim quisermos.
Entenda, não defendo que o urbano é corrompido ou mal. Meu ponto não é esse. Os celtas viviam em vilas, fortalezas e até cidades, e haviam druidas locais desses centros tribais, certamente haviam salões e templos de reunião. Mas a conexão e simbiose com a natureza não era perdida, o sagrado estava dentro, porque também estava fora e quem habitava essas fortalezas sabia que tudo aquilo também era natureza. Inclusive, a dito de curiosidade, os druidas das florestas eram considerados mais poderosos e sábios que os druidas "urbanos". Meu ponto é a necessidade de se reconectar, de romper os muros e entender que também somos natureza.
Hoje, muitos de nós prestam seus cultos e práticas em casa, e como não dizer que a casa, que o lar não é sagrado? Espaços sagrados são aqueles em que fazemos morada, em que nossos corações repousam (naturais ou urbanos), e se entendermos assim, espaços sagrados também são os locais onde nossos deuses, feéricos e ancestrais fazem sua morada ou encontram seu repouso.
Por essa razão, alguns locais são descritos pelos celtas como pontos de grande poder ou de grande sacralidade, pois seriam a morada (ponto de reunião ou de descanso) dos deuses, dos feéricos e dos ancestrais. Seriam, em muitos pontos, portais entre esse e o Outro Mundo. Mas não que apenas esses locais sejam sagrados. No caso céltico, temos monumentos antigos (construídos pelos predecessores desses povos), as florestas, os montes, os círculos de pedra e os locais naturalmente circulares (clareiras, círculos de cogumelos ou flores). São pontos que pertenciam ou serviam de morada aos povos sagrados (deuses, sídhe e ancestrais), e assim locais de grande sacralidade e poder.
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| Fairy Ring (Anel de fadas) - Local de encontro ou morada dos feéricos |
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| Navan Fort, Amargh - Irlanda |
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| Beltany Stone Circle - Irlanda |
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| Brúg na Boine (Newgrange) - Irlanda |
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| Stonehenge - Inglaterra |
E não nos enganemos. Se ouvirmos lendas antigas e nativas, descobriremos locais assim descritos em nossas redondezas. Esses são espaços de peculiar reverência. Mas não que só eles importam. Ao entrar em qualquer espaço, principalmente espaço natural, é comum que nós do Druidismo peçamos "licença", e abençoamos o espaço. É uma cortesia que pressupõe que aquele local é morada de alguém (físico ou espiritual) e assim estaremos ali em partilha e em amizade, e não usurpando ou profanando espaços sagrados para outros povos, seres ou mesmo animais. Essa etiqueta é algo que também temos (ou deveríamos ter) em nossa vida humana, em nossas casas e visitas. É de bom tom pedir licença para estar num espaço que não é seu, e de melhor cortesia ainda abençoar, bendizer o espaço que te acolhe, seguindo as regras e convivências daquele local.
Uma coisa que sempre vou dizer: somos nós que consagramos ou profanamos os espaços, algumas vezes os espaços não nos pertence para profanar, o que torna nossos atos um crime espiritual. Mas se partilharmos da política da boa-vizinhança, lembrando que a natureza é sagrada e que tudo é natureza, certamente estaremos sempre consagrando e honrando as várias moradas do sagrado nesse mundo.
Para além disso, lembremos que nem só grandes construções podem ser moradas. Nossos altares, oratórios e templos são moradas do divino, ainda que pequenos e singelos.
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| Nemed na bhFianna (clareira ritualística do Leanaí an Ghealach Clann) - Juiz de Fora / MG |
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sábado, 15 de agosto de 2020
Dia 05: Elementos
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| Imagem por João Eduardo Schleich Uberti O homem perfeitamente conectado como parte e microcosmos da própria Árvore do Mundo. O homem perfeitamente conectado à Oran Mór (a Grande Canção) |
Ávillys mac Mórrigan
Elementos... Elementos são as partes mais básicas de algo, e para falar das partes elementares do Druidismo precisarei dividir esse texto em duas partes: os elementos naturais e os nove dúile.
Entre os celtas e no Druidismo Moderno, são três os elementos naturais: Ar, Terra e Água, chamados modernamente (a partir do galês) de Nwyfre, Calas, Gwyar (respectivamente). O Fogo não é visto como elemento, ele é a representação da Awen (Imbas). A Awen é a chama sagrada, a inspiração divina, a magia, o espírito universal que a tudo ilumina e transforma. E há uma razão para isso: os elementos estão primeiramente articulados com os Três Reinos. Nwyfre (Ar / sopro) com o Céu, Calas (Terra) com a Terra e Gwyar (Água) com o Mar. Em sequência, pois pássaros podem "habitar" os céus, animais habitam a terra e os peixes habitam o mar, mas nenhum ser vivo habita o fogo. Outra referência é que o fogo é o poder transformação dos três elementos: o fogo liquefaz a terra, evapora a água e consome o ar, ele guia e transforma os demais elementos.
Nesse sentido, Calas (Terra) representa a fixidez, a solidez, a manifestação, a realização o físico. Nwyfre (Ar / sopro) representa a inspiração, o pensamento, a espiritualidade, o sonho, a volatilidade, e o momento. E Gwyar (Água / mar) representa o meio termo, as emoções, a atuação prática, a condução e sucessão, o tempo. Igualmente estão relacionados também às três famílias sagradas: os Deuses (Nwyfre), os Sídhe (Calas), e os Ancestrais (Gwyar).
Já os nove Dúile (segundo a tradição celta-irlandesa) são elementos corporais básicos em correspondência entre o homem e a Terra, elementos de correspondência que regem uma base simbólica de explicação mágico-filosófica da relação corpórea e das funcionalidades básicas do corpo. Se pensarmos em uma medicina celta-irlandesa, possivelmente começaríamos com os dúile como referência.
Não vou entrar em muitos detalhes a respeito deles, pois são reflexões muito amplas para um simples texto introdutório e explicativo. Mas instigarei a curiosidade de vocês através dos nomes e referências a seguir.
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Terra Média ou Mundo Intermediário
A Árvore do Mundo
encontra-se no centro do Mundo, interligando os Três Reinos. A sua frente
queima Awen.
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Reino
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Elemento
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Povo
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Caldeirão
da Poesia
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Dúile
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Céu
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Nwyfre
(sopro / vento /
Ar)
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Deuses
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Coíre Sois
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*Drech – Grian (Rosto – Sol)
*Menma – Nel (Cérebro – Nuvem)
*Cean – Neamh (Cabeça – Céu)
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Mar
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Gwyar
(mar / água)
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Ancestrais
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Coíre Érmai
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*Fuil – Muir (Sangue – Mar)
*Anal – Gaeth (Sopro – Vento)
*Imradud –
Ghealach
(Mente – Lua)
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Terra
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Calas
(terra / solo)
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Sídhe (fadas)
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Coíre Goiriath
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*Cnaimh – Cloch (Ossos – Pedra)
*Colaind – Talamh (Carne – Terra)
*Gruaigh – Uaine (Cabelo – Plantas)
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[1] Retirado de Seneween, Rowena A. 3º dia: Terra e Natureza In Templo de Avalon [S. I.]. Disponível em: <http://www.templodeavalon.com/modules/smartsection/item.php?itemid=54>.














