sexta-feira, 25 de junho de 2021

Inscrições abertas para membros novos 2/2021

 


📅Inscrições abertas até 31/07/2021
📅Início das atividades: agosto de 2021
📋Formulário de inscrição, clique aqui

É com grande honra e carinho que o Leanaí an Ghealach Clann - LaG traz nossas inscrições para membros novos no segundo semestre de 2021!

Você pode se inscrever para a Turma Semente 2/2021 do LaG, ou para ser membro devocional.

🌱A Turma Semente é um curso básico de 3 meses de duração introduzindo você na espiritualidade céltica sob a ótica clânica. Esse curso é fundamental para o pertencimento em outras modalidades do clã. Modalidade gratuita.

🙏✨Já os Deabhóideacha (membros devocionais) são amigos e membros que optaram por seguir o caminho devocional e não sacerdotal junto ao LaG. Esses membros recebem mensalmente materais práticos e de estudos por e-mail e têm acesso ao grupo no Whatsapp para debates e entrosamento. Nessa modalidade é cobrado uma mensalidade de R$10,00 (dez reais), repassada diretamente a Tesouraria do LaG.

📅As inscrições vão até às 23h59 de 31/07/2021! Após o encerramento das inscrições, os contatos serão feitos com os inscritos, confirmando seu interesse na vaga. As atividades se iniciarão em 15/08/2021 para os membros devotos aceitos e em 22/08/2021 para a Turma Semente.

📋Acesse o formulário e leia atentamente as explicações e perguntas. Clique aqui

📝Para maiores informações, mande um inbox em nossa página no Facebook, ou envie-nos um e-mail: antecamara.lag@gmail.com

domingo, 20 de junho de 2021

INSCRIÇÕES ABERTAS para a Clareira de Estudos Passos Celtas


É com grande honra e alegria que o Leanaí an Ghealach Clann - LaG anuncia a abertura da Clareira de Estudos PASSOS CELTAS, filiada ao LaG, no Rio de Janeiro / RJ, coordenada pelo trajado Croí Dílis (Gabriel Campos Hubner).

Essa é a segunda clareira de estudos oficial do LaG e a primeira a ser aberta além da clareira matriz de estudos, a Nemed na bhFianna, na sede clânica em Juiz de Fora / MG.

Para se inscrever e fazer parte desse grupo de estudos oficial do LaG, preencha o formulário, clicando aqui.

Para maiores informações e contato, acesse o Instagram oficial da Clareira, clique aqui.





sexta-feira, 19 de março de 2021

19 de março: Dia de Mórrígan



No Leanaí an Ghealach Clann - LaG, celebramos a deusa Mórrígan, nossa "deusa padroeira", no dia 19 de março. Essa data foi escolhida com base em nosso culto e devoção à essa deusa, que não possui um dia do ano especificamente seu, ou ao menos não chegou nenhum relato desse dia e referência.

--
Por Ávillys mac Mórrigan.

Mórrígan é parte de um trio de deusas guerreiras profundamente reverenciadas e temidas, conhecida como As Mórrígna. O trio seria composto pelas três irmãs, filhas de Ernmas e Delbáeth: Mórrígan, Macha e Badb. Sua linhagem é confusa, ora é atribuída às Tuatha dé Danann, ora aos Fomorianos e, muitas vezes, vistas como mestiças dos dois povos. É inquestionável, no entanto, de que as irmãs fossem uma Tuatha dé em lealdade e são mitologicamente reconhecidas assim. Mas elas não eram muito referenciadas no dia a dia das tribos, o que nos faz pensar de que, possivelmente, eram deusas mais reclusas, e que se juntavam às tribos nos momentos de guerra ou de grande necessidade, vindo sempre em auxílio das Tuatha dé Danann e sempre influenciando o resultado final das batalhas.

 Para além de exímias guerreiras, as três filhas de Ernmas eram habilidosas feiticeiras, versadas na Rosc Catha (maldição ou canto de guerra) – a mais famosa delas se passou na Primeira Batalha de Maegh Tuiread (Moytura) quando as três irmãs conjuraram uma chuva de sangue incessante sobre os Fir Bolg, provocando pavor nos campos de batalha.

 Outro aspecto importante dessas irmãs, são como deusas da soberania. Principalmente Mórrígan e Macha estão profundamente ligadas a esse aspecto. Macha representa a soberania da terra doada pela própria terra ao governante, enquanto Morrígan representa a soberania conquistada a partir da honra e da guerra. A soberania para os celtas era sempre feminina, doada, conquistada ou compactuada pelo governante. Em termos gerais, um rei só pode governar se a terra lhe garantir sua soberania. Isso liga essas irmãs a outro lado pouco cultuado ou referenciado a elas: a terra. O lado guerra e morte não exclui essas irmãs como deusas da terra e da fertilidade.

 Marcadas por um completo empoderamento feminino, essas deusas são reverenciadas em sua autonomia e completude: como mulheres empoderadas, soberanas, guerreiras, feiticeiras, profetisas. São mulheres livres, independentes do julgo de qualquer homem que também regem a sexualidade. Por essa razão, elas foram fortemente negativadas no percurso de cristianização do mundo e ainda hoje há muito tabu e erro a respeito de seu culto, poder e abrangência.

 Mórrígan  (Mórrígu, Morrighan, Morrígan), cujo nome pode ser derivado de Mór Ríogan (Grande Rainha) ou de Mor (Mara) Ríogan (Rainha Fantasma) ou ainda de Muir Ríogan (Rainha Marítima), é deusa da guerra, da profecia, da magia e da honra. É chamada de a “Feliz com a Guerra” e geralmente descrita como feroz e mortal em uma batalha. Em alguns mitos, ela aparece para alguns líderes antes da batalha pedindo para ser acolhida em sua cama (como teria feito com o rei Nuada no final da Primeira Batalha de Maegh Tuireadh). Após a acolhida (que pode ser vista como um pacto) a deusa dá a inspiração e a força necessária para a vitória. Em outros casos, ela é vista como uma Banshee, uma lavadeira, que lava as mortalhas dos heróis que cairão durante a batalha no dia seguinte. Referência a isso é a passagem na Segunda Batalha de Maegh Tuireadh em que Dagda encontra a deusa lavando as mortalhas no vau de um riacho ao pôr do sol, e ali, seduzido pelos encantos e belezas da deusa, Dagda e Mórrígan se envolvem, e momento após, ela revela a ele os meios de vencer os fomorianos.

 Essa é a "deusa padroeira" do Leanaí an Ghealach Clann - LaG. A liberdade sexual e a entrega representam a liberdade mais profunda e íntima em nós mesmos, sem a qual não podemos ser de fato livres. A guerra, quando lutada com honra e por motivos honrados, é um caminho legítimo de conquista da soberania (e isso pode ser estendido a compreensões mais amplas, como as batalhas que lutamos no dia a dia, em nossa sociedade, as batalhas pessoais). A lealdade (para consigo mesmo antes de qualquer outra) é fundamental para vitória. A responsabilidade por nossas escolhas e ações jamais deve ser flexibilizada. E a honra deve ser sempre inquestionável. Os caminhos dessa deusa nos conduzem a reflexão sobre a honra e sobre como vivemos e lidamos com nossas próprias vidas.

 Mórrígan, celebrada no clã como Grande Rainha, está associada à gralha cinzenta (hooded crow – corvus cornix), aos lobos, cães, corvos e enguias. No LaG, associamos a ela as cores preto, vermelho e roxo; as pedras obsidiana, rubis, ametista, granada, quartzo branco, heliotropo, lignito; e as ervas espinheiro-negro, salgueiro, frutos do junípero, beladona, teixo, sabugueiro, sangue de dragão, pimenta, manjerona, rosas vermelhas. Ela é uma deusa que nos inspira a vencer, a lutar, a seguir em frente. Uma deusa protetora e leal aos seus, mas que exige honra e coerência de seus devotos. Em seus caminhos, aprendemos que apenas com soberania é possível ter legitimidade, e a soberania (que deve começar primeiro dentro: sendo soberanos de nós mesmos) deve ser conquistada: pela honra e pela batalha; mas ela deve ser mantida na paz através da verdade.

--

-Oração na imagem composta por Alyne Castro.
-Crédito da imagem base: Banco de Imagens.

domingo, 20 de dezembro de 2020

Dia 09: Ancestrais

 Após um longo tempo... retomemos.


(Link da imagem)

Ávillys mac Mórrigan.

Os ancestrais são as almas, espíritos e energias dos antigos, dos antepassados e também dos vivos (nossos pais, avós são também nossos ancestrais). Desde os ancestrais de sangue, até os ancestrais da terra ou da nossa espiritualidade. 

Alguns povos e tribos celtas acreditavam na reencarnação ou na metempsicose, a transmigração da alma de um corpo para o outro. Desse modo, você tem a escolha de retornar a esse mundo para aprender mais e você escolhe a linha e o aprendizado que irá obter; ou pode prosseguir e continuar vivendo no Outro Mundo em suas várias moradas e ilhas. Mas não podemos lá generalizar essa ideia.

O culto e às honras aos ancestrais era algo forte na cultura celta. O festival de Samhain era também a eles dedicados. São nossos ancestrais que abriram e nos apontaram o caminho a seguir. Eles nos deram a tradição e os ensinamentos. Harmonizar-se com eles é manter a honra de uma família, de um povo e de uma terra. E a honra é o que um homem pode carregar e possuir de mais sagrado.

Honrar seus ancestrais é manter viva sua memória, aprender com seus erros e prosperar em seus acertos. É aprender a respeitar quem você é, de onde você veio e ter em mente onde você quer chegar.

No Druidismo Moderno prestamos honras a três ancestralidades: a de sangue, da qual descendemos corporeamente, e que carregamos conosco em nossos traços e laços físicos e espirituais. Em termos gerais é nossa ascendência. A de terra, da qual somos herdeiros, como habitantes dessa terra é nosso dever honrar os que nela viveram antes de nós, que nos ensinam sobre nossa terra, suas propriedades, ervas e épocas de plantio e colheita. Em termos gerais são os indígenas, e para muito de nós os africanos como uma reparação espiritual por terem sido apartados de suas terras. E, pro fim, a ancestralidade de tradição ou de alma, na qual você está hoje. Essa ancestralidade fala de qual tradição, filosofia de vida você segue e de quem você é herdeiro nessas ideias e, num panorama mais profundo, do local ou espiritualidade em que sua alma faz morada, onde você reconhece como seu lar filosófico e espiritual.

A ancestralidade é a base do Druidismo e da espiritualidade céltica, principalmente se tivermos em mente as tradições irlandesas, na qual os deuses habitaram esse mundo num passado distante e deles se retiraram para o Outro Mundo se tornando também sídhe, e sendo sempre também lembrados como nossos ancestrais distantes.

Já a noção e o contato com o mundo espiritual é algo que ainda precisamos desenvolver mais completamente. Muito dessa relação se perdeu com os séculos que nos separam dos celtas do passado, e hoje os movimentos revividos ainda constroem, a sua maneira, essa relação e catalogação. O que fica como fio de ouro é a honra e culto profundo a ancestralidade... 

Mas veja, essa honra e culto JAMAIS deve ser usado como forma de legitimação de qualquer tipo de fascismo, cultural, social, espiritual ou político. Não é sobre ter ascendência celta ou europeia ou qualquer que seja, é sobre honrar, manter e trazer honra aos antepassados, a seus nomes (conhecidos e desconhecidos) e isso se faz com nossas ações hoje e não com nossa linhagem. Portanto, não tem muito a ver com de quem você é filho, mas com o que você faz para honrar seu ancestral, sobre suas atitudes. E mais, não é preciso ter ascendência celta para ser da comunidade ou espiritualidade céltica. Basta sentir a conexão, a ancestralidade de alma, que sempre deve ser considerada mais profundamente que a de sangue.

Gostaria, por fim, de dar palavra a Roweena A. Seneween, nesse brilhante texto de sua autoria, retirado na íntegra do site Templo de Avalon.

A ligação com as raízes ancestrais nos dão força para crescer e amadurecer. Ancestral ou antepassado é uma relação muito mais abrangente que vai além dos nossos queridos avôs que, talvez, já tenham feito a passagem para o Outro Mundo; é a nossa linhagem espiritual e os Deuses, os Ancestrais primordiais. 
Ancestrais eu vos saúdo,
Da raiz à frondosa copa das árvores,
Sua essência habitará eternamente dentro de nós.

Podemos dizer que os ancestrais vão desde os antepassados mais próximos, ou seja, as linhagens diretas das nossas quatro famílias consanguíneas: avôs maternos e avôs paternos, e assim por diante - que no Druidismo chamamos de Ancestrais de Sangue, até a herança nativa, daqueles que habitaram a terra antes de nós - chamados de Ancestrais da Terra. E, por fim, a afinidade celta que representa a tradição dos costumes e das lendas de um povo que nos liga o passado ao presente - os Ancestrais da Tradição. 
Ancestrais eu vos saúdo,
Dos passos firmes e fortes sob a terra,
Daqueles que caminharam neste solo antes de nós.
Na visão que o universo se expande em espiral com suas múltiplas escolhas, por meio da migração das almas, podemos ser até nossos próprios ancestrais. Relembrando e vivenciando uma cultura tão antiga e ao mesmo tempo tão atual, através de alguns dos seus princípios como a honra, a verdade e a lealdade. 
Ancestrais eu vos saúdo,
Da essência vivida na alma e no coração,
Tribos celtas que circulam em espiral entre nós.
Portanto, ao nos lembrarmos dos antepassados, durante nossos ritos, estaremos conservando todo um patrimônio cultural, herdado de uma conexão ancestral, proporcionando assim, uma relação de reciprocidade de sentimentos de amor e amizade em todos os seus descendentes. 
Ancestrais eu vos agradeço,
Pelo manto invisível que nos protege,
Da jornada às águas profundas e que renascem em nós.

"Os mortos não estão longe, pelo contrário, estão muito, mas muito mais perto do que se imagina. É um encontro com as profundezas do "self" mais oculto da natureza. É uma viagem em direção a novos horizontes. Num certo sentido, estamos sempre à espera do grande momento da colheita ou do retorno às raízes, que sempre nos assombra com uma profunda sensação de ausência. A estreita faixa de claridade que chamamos de "vida" se estende a escuridão do desconhecido rumo à morada dos ancestrais. Gosto de pensar na morte como um renascimento. A alma é livre, em um mundo onde não há separação, sombra ou lágrimas, somente reencontros." (John O'Donohue apud Roweena A. Seneween)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Live do Ritual do Féilte na Breithe (Festival do Nascimento)

 



O Leanaí an Ghealach Clann, nesse momento de pandemia e isolamento social, optou por também transmitir ao vivo (in live) um ritual do Féilte na Breithe, nosso Festival de agradecimento pelo ano, reflexão e prepação para o próximo ano. Rito adaptado e executado pelo nosso druida, Ávillys mac Mórrigan, de sua casa em Juiz de Fora / MG.

A live foi transmitida no domingo, dia 20/12/2020 às 18h (horário de Brasília), na página oficial do clã no Facebook, mas você pode assisti-la pelo link, clicando aqui.

Participe desse momento conosco. Se quiser, já separe os itens para uma prática mais efetiva. Mas se não puder, não tem problema, a sintonia vale muito mais!
  • 1 vela (verde, ou, se não for possível, branca);
  • 1 cálice ou copo com uma bebida de sua preferência;
  • 1 papel nunca usado e uma caneta;
  • Um recipiente para fazer a queima do papel;
  • prepare uma refeição gostosa para você e os seus para o final do rito.

Féile na Breithe (Festival do Nascimento) é um festival criado / adaptado pelo LaG em celebração ao solstício de dezembro. Ele não visa muito a noção de inverno e verão, mas a energia de (re)nascimento que emanamos com a aproximação do novo ano comercial, se unindo com a egrégora mundial sobre essa data. Esse festival visa agradecer o ano que se passou (sempre temos o que agradecer), refletir e pensar sobre o ano que se avizinha. Celebramos o verão e o início da temporada de chuvas (ou de grande seca) em nossa terra (Juiz de Fora / MG), entendendo o período de descanso promovido pelo tempo não muito produtivo ao campo (excesso de chuvas ou seca).

Nesse rito doméstico, nosso druida fará uma adaptação de nosso Festival cuidadosamente pensada para esse momento delicado da pandemia. Pois, mesmo na pandemia, com todo esse caos, temos vida para celebrar, temos a natureza maravilhosa para honrar e reflexões profundas para aprender e em cima disso, todos podemos criar e mentalizar um mundo melhor no amanhã.

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Abertura para membros novos - 2021

 



  • Inscrições abertas até 30/01/2021
  • Início das atividades: fevereiro de 2021
  • Formulário de inscrição: acesse aqui.

É com grande honra e carinho que o Leanaí an Ghealach Clann - LaG traz nossas inscrições para membros novos em 2021!

Você pode se inscrever para a Turma Semente 2021 do LaG, ou para ser membro devocional.

A Turma Semente é um curso básico de 3 meses de duração introduzindo você na espiritualidade céltica sob a ótica clânica. Esse curso é fundamental para o pertencimento em outras modalidades do clã. Modalidade gratuita.

Já os Deabhóideacha (membros devocionais) são amigos e membros que optaram por seguir o caminho devocional e não sacerdotal junto ao LaG. Esses membros recebem mensalmente materais práticos e de estudos por e-mail e têm acesso ao grupo no Whatsapp para debates e entrosamento. Nessa modalidade é cobrado uma mensalidade de R$10,00 (dez reais), repassada diretamente a Tesouraria do LaG.


As inscrições vão até às 23h59 de 30/01/2021! Após o encerramento das inscrições, os contatos serão feitos com os inscritos, confirmando seu interesse na vaga. As atividades se iniciarão em fevereiro de 2021 para os membros devotos aceitos e em 13/02/2021 para a Turma Semente.

Acesse o formulário e leia atentamente as explicações e perguntas.

Para maiores informações, mande um inbox em nossa página no Facebook, ou envie-nos um e-mail: antecamara.lag@gmail.com

domingo, 13 de setembro de 2020

Live do Ritual do Lá an Altaithe (Dia de Ação de Graças)

Crédito da imagem de fundo

O Leanaí an Ghealach Clann, nesse momento de pandemia e isolamento social, optou por também transmitir ao vivo (in live) um ritual do Lá an Althaithe, nosso Festival de agradecimento e reflexão adaptado e executado pelo nosso druida, Ávillys mac Mórrigan, de sua casa em Juiz de Fora / MG.

A live foi transmitida no domingo, dia 20/09/2020 às 17h (horário de Brasília), na página oficial do clã no Facebook, onde está salva! Para acessar a live clique aqui.

Venha participar desse momento conosco. Se quiser, já separe os itens para uma prática mais efetiva. Mas se não puder, não tem problema, a sintonia vale muito mais!

  • 1 vela (roxa, ou, se não for possível, branca);
  • 1 cálice ou copo com uma bebida de sua preferência;
  • 1 papel nunca usado e uma caneta;
  • Um recipiente para fazer a queima do papel;
  • prepare uma refeição gostosa para você e os seus para o final do rito.

Lá an Altaithe (Dia de Ação de Graças) é um festival adaptado pelo LaG para o equinócio que acontece em setembro (Primavera no Hemisfério Sul e Outono no Hemisfério Norte). Como em nossa região, Juiz de Fora / MG, essa é a época de finalização das grandes colheitas, com a chegada das chuvas primaveris, entendemos que o momento é de agradecer pelo ano que tivemos, pela prosperidade alcançada e refletir nos erros cometidos e nos planos que levaremos para o próximo ciclo. Também é momento de refletir nosso papel junto ao meio ambiente, nossa honra, nossa ancestralidade e honrarmos a terra. Por essa razão, celebramos a deusa galesa Cerridwen nesse festival, pois ela guia nossas transformações e nos conduz nos processos de (re)nascimento a partir do nosso interior e amadurecimento. Nada mais digno dedicar esse festival a ela que passou um ano preparando a poção da sabedoria. Celebramos a primavera que desabrocha em flores que traz uma pausa em nosso ciclo agrário local, trazendo as chuvas e as renovações do solo... Momento de festejar e agradecer as bênçãos alcançadas aceitando e honrando as responsabilidades por nossos atos e escolhas no ano que decorre.
 

Como de tradição, o Leanaí an Ghealach Clann - LaG costuma usar esse festival para também fazer um gesto de caridade incentivando a doação para alguma causa e instituição. Geralmente recolhemos alimentos, mas esse ano, com a pandemia, queremos recolher sorriso! Ainda que o alimento seja mais vital do que nunca, mas muitos de nós foram privados de seus lazeres habituais, muitos enfrentaram e enfrentam suas depressões e monstros interno isolados (ainda que conectados) e nossa saúde mental também nos chama atenção.
 

Desse modo, escolhemos a causa de uma amiga do clã que busca apoio coletivo para tratar seus dentes e poder voltar a sorrir sem vergonha, livre e leve! O simbolismo desse ato e a delicadeza dele nos chamou a atenção. Então, convidamos você a ajudar nessa causa, da forma com que puder, clique no link a seguir e contribua! Ajudar o próximo é uma forma de doar e na doação muito se fala em gratidão!


Apoie essa causa conosco: Um Novo Sorriso (apoie clicando aqui)!
 

Nesse rito doméstico, nosso druida fará uma adaptação de nosso Festival cuidadosamente pensada para esse momento delicado da pandemia. Pois, mesmo na pandemia, com todo esse caos, temos vida para celebrar, temos a natureza maravilhosa para honrar e reflexões profundas para aprender.

 

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Dia 08: Deuses e Crenças

 

(Link da imagem)

 

Ávillys mac Mórrigan

 Certamente podemos nos dizer naturalistas de crenças. Acreditamos em um mundo integrado e conecado, em completa simbiose. Além disso, somos animistas (ainda que não tão vividamente como os celtas do passado): tudo é vivo, tudo pulsa, vibra. Somos, em maioria politeístas. Acreditamos em um Outro Mundo que é parte dessa mesma realidade, apenas não nos é alcançável fisicamente. Acreditamos em magia e em um mundo encantado, também habitado pelos feéricos. Acreditamos em vida além da morte e que nossa jornada no além-vida é literalmente uma jornada partilhada nas mesas e salões dos deuses ou nas várias ilhas encantadas do Outro Mundo, onde poderemos viver, festejar, comer, dançar e tudo mais. O plano espiritual não é muito diferente desse, só nos é uma realidade ainda inalcançada (até a morte). Muitos de nós acredita na reencarnação ou na transmigração da alma, mas não temos uma ênfase evolutiva, pois não acreditamos na separação binária ou dual de bom e mal, desevoluído e evoluído, tudo está junto, conectado, face da mesma realidade. Nossa função espiritual é alinhar nossos Caldeirões da Poesia e enche-los.

Já os deuses... Os celtas (e a maioria de nós é) eram politeístas. Cada tribo, reino, nação tinha seu próprio panteão e não havia uma visão de um Deus ou Deusa únicos que fundissem ou unissem todos os demais Deuses como arquétipos de sua unicidade. Igualmente, não era comum que uma tribo cultuasse aos Deuses de outra tribo. Respeitava-se o panteão local conforme a tradição e os ensinamentos (passados de boa a orelha). Haviam apenas cinco Deuses celtas que historicamente estão presente em todas as tribos e nações, chamados de Deuses pan-céticos: Danann, Dagda, Morrigan, Lugh e Brigit.

            
Contudo, nos dias de hoje, com o recomeço do paganismo e a globalização, é comum que alguns grupo optem por aderir o culto a Deuses de diferentes panteões celtas, prática realizada a partir de estudo e de forma honrosa e respeitosa. Mas também há grupos que optam por seguir de maneira histórica e assim cultuar apenas os Deuses da tribo ou nação que segue. Particularmente acredito que ambas as práticas são coerentes, desde que feitas com sinceridade, estudo, respeito e honra.
            
Os Deuses eram cultuados como mestres divinos e seres de sabedoria e poder que excedem incontáveis vezes às humanas. Viviam em terras do Outro Mundo, mas podiam transitar, partilhar e até viver em nossas terras. Suas formas de atuação nesse mundo eram através das forças da natureza e de seus animais totêmicos. Acredita-se que os Deuses podem se transformar nas forças da natureza ou em animais para atuar e viver nesse mundo.
            
A visão celta dos Deuses é descrita de maneira profundamente humanizada. Nossos sábios mestres possuem humores, desejos, se ferem, festejam, sentem dor, ira e prazer. E muito disso ainda nos é passado nos mitos e lendas que chegaram até nós, nos quais os Deuses são descritos com características perfeitamente humanas, vivendo em seu convívio nessa ou em outras terras e, muitas vezes, são aclamados como heróis. O exemplo disso está nas lendas dos Tuatha dé Danann e na conquista de Ériu (Irlanda), onde a tribo da Deusa Danann é conduzida, comandada e governada não apenas por heróis nobres, mas pelos próprios Deuses que fizeram ali sua morada. Isso não é tão surreal se lembrarmos que o véu difere terras e mundos que pertencem fisicamente ao nosso próprio Mundo (Universo), assim o trânsito, inclusive físico, não é algo absurdo. Contudo, com o véu se solidificando, cada vez menos os Deuses vem habitar entre os humanos e cada vez mais nos distanciamos de suas graças, honras e heroísmos.
            
O contato com os Deuses é feito de maneira honrosa e amigável. É possível conversar e indagar as coisas aos Deuses, desde que de forma respeitável, você terá sua resposta e auxílio, basta se atentar aos sinais a sua volta. Outra forma de contatar os Deuses é através de oráculos e vidências. Os Deuses falam e nosso íntimo, o essencial é aprender a ouvir sua voz. A relação honrosa e o culto aos Deuses é uma forma de agradecimento e de estreitamento de laços. Honrar e cultuar os Deuses é uma forma bela e saudável de dizer o nosso “muito grato” a eles. Devemos lembrar que eles controlam nosso destino e o destino de toda existência terrena. São os seres superiores de nosso Mundo, criaturas da Grande Canção, mas também aqueles que zelam e escutam seu tocar.
            
Os Deuses não são autocráticos, mas zeladores do Mundo, mantenedores do equilíbrio universal que permite a existência e a vida. Awen arde intensamente nos Deuses, e através deles nos aproximamos ainda mais de Awen e do Oran Mor. E estar a seu serviço é aprender e adquirir honra e sabedoria, servindo ao equilíbrio.
            
Entre os povos celtas, contam-se mais de cento e cinquenta Deuses. Por essa razão, não dedicarei uma fala sobre cada um deles no momento. O que nos importa dizer é que os Deuses celtas são pré-cristãos, existem e eram cultuado muito antes da datação de Jesus ou da cristianização da Europa. Muitos desses Deuses foram canonizados pela Igreja Católica – como o caso de Brigit que virou Santa Brígida (padroeira da Irlanda –; outros, ao contrário, foram demonizados – como o caso de Cernunnos, cuja forma hibrida de natureza, animal e humana está na base da forma do diabo medieval. Apesar desse triste fato, os Deuses celtas nada têm a ver com os demônios cristãos. Não há culto ao diabo ou a qualquer secto a ele relativo entre as práticas e cultos celtas. Assim como a maioria dos grupos celtas de hoje não cultuam os elementos da cristandade ou o Cristo. Um aprendizado que um culto politeístico semeia é o do respeito a diversidade, não há apenas um caminho possível, há múltiplas verdades e todas são igualmente verdadeira. Dessa forma, o respeito e a honra estão na base do culto, assim como a busca pelo equilíbrio mais do que a noção clássica de “bem contra o mal”. Concomitante, respeitamos, e muitas vezes nos relacionamos intimamente com, a visão wiccana da Deusa (ou Deusa e Deus), mas essa também não é a visão celta sobre as divindades, por mais bases célticas que a Wicca tenha.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Dia 07: Prática Diária

Altar Geral - Ávillys mac Mórrigan (2017)

 

 Ávillys mac Mórrigan

Esse tema é algo que precisamos realmente nos ater... Druidismo, ou qualquer outra espiritualidade, sem prática são apenas palavras vazias, e damos muito valor às palavras! Praticar é preciso, e não é preciso muito para praticar. 

Recupero aqui a frase inicial do livro A Semente da Bétula, de Marcelo Paschoalin: "Três coisas essenciais a um druida: ESTUDO para colocar ideias na mente, PRÁTICA para transformar essas ideias em ação, e DEVOÇÃO para que essas ações cheguem aos deuses.". E aqui temos três práticas necessárias no Druidismo: estudo, prática espiritual / social, prática devocional. E sim, estudar é uma forma de praticar.

Uma das referências do termos "Druid", seria a raiz "drui" (carvalho - draoí, em irlandês), e assim o druida seria o "homem carvalho" ou o "homem com a sabedoria do carvalho". O carvalho é uma árvore forte, resiliente e sábia, muitas vezes reverenciada como "o rei da floresta", isso porque, para além de sua altivez, ele é longevo e lento. Tem um ciclo de crescimento lento, mostrando que a paciência é o caminho da sabedoria, ou seja, muito (muito) estudo mesmo. Mas chega uma hora que saber não basta! Precisamos praticar o que sabemos, o que aprendemos, o que acreditamos. E essa prática não é apenas ritualística - na verdade é muito pouco ritualística. Essa prática é social, pessoal, íntima, coletiva. Se não praticarmos o Druidismo no nosso dia a dia também como uma filosofia de vida, como podemos nos dizer druidistas e pessoas que honram os deuses? Como honrar algo que não praticamos? Como pregar algo que não está em nossas ações?

Prática diária significa viver diariamente o druidismo, em seus preceitos, gestos, crenças, em um constante aprendizado. Sim, um druidismo nunca para de estudar, de aprender e de reformular (as vezes drasticamente) a si e suas práticas. E esse maior estudo vem da natureza, do mundo, da nossa conexão com o sagrado natural que nos antecede e nos sucederá. Só quando nossas ideias são verdadeiramente praticadas em nosso dia a dia, podemos pensar em uma prática devocional.

E não é preciso muito: agir honrosamente, de acordo com as 9 virtudes (Verdade, Honra, Justiça, Lealdade, Coragem, Generosidade, Hospitalidade, Força e Perseverança), agir respeitando o sagrado onde e como quer que ele se manifeste são práticas diárias muito fortes. Mas com o tempo, nossa prática também passa a ser reverenciar a vida, saudar as oportunides, compreender os desafios, meditar nas dificuldades. E junto com tudo isso, agradecer! E em gratidão ofertamos nossas orações, cantos, alimentos... Em desejo real nos voltamos a nós mesmos ou a nossos altares para celebrar, agradecer, encantar.

Enquanto sacerdotes, devemos entender que sacerdócio não é poder, é serviço. E que atuar para uma comunidade (seja ela bem definida ou não) é estar sempre vinculado, conectado. Não se distingue o sacerdote da pessoa, com o tempo, eles se tornam um só. Contudo, nem todos praticam visando o sacerdócio, há muitos que desejam apenas vivenciar, se devotar ao sagrado. E está tudo bem, não são mais ou menos, apenas vivenciam o chamado de forma diferentes. Esses também não se separam de seu eu religioso (somos um só em todas as nossas facetas), mas vivenciará a fé de forma mais íntima.

Minha prática diária é muito pouco ritualística... Tem mais a ver em viver as verdades druídicas em meu coração (e nisso dizem que sou muito devoto, quando me conhecem mais profundamente, se espantam com o quão religioso sou). Eventualmente, minhas práticas são devotadas ao altar ou em rituais, fazendo oferendas, agradecendo, saudando, encantando. Mas a principal delas é manter minha conexão sempre aberta e estável com o sagrado que reverencio, entendendo seus preceitos e sinais... Ainda que de forma singela, viver uma religiosidade é praticá-la diariamente.


 --

Acompanhe os meus 30 Dias Druídicos e conheça o projeto / desafio pela página central, clicando aqui